Cultura

A Cultura: American Splendor (Anti-Herói Americano)

American Splendor é uma comédia dramática baseada na série de comic books autobiográficos escritos por Harvey Pekar. Dirigido e escrito pelos documentaristas Shari Springer Berman e Robert Pulcini, o longa ganhou diversos prêmios e foi aclamado pela crítica. Pekar, que aparece no filme e narra toda a história é interpretado por Paul Giamatti, e sua mulher que também faz uma aparição, Joyce Brabner, é interpretada pela atriz Hope Davis. American Splendor é um filme irreverente e muito original, diferente de tudo que eu já vi. Recomendo.

A Cultura: Edifício Master

Nesse documentário, dirigido por Eduardo Coutinho, conhecemos os moradores do Edifício Master em Copacabana, no Rio de Janeiro. Coutinho e sua equipe chegaram a morar no local durante algumas semanas. O prédio abriga cerca de 500 pessoas, e ao longo do filme vamos conhecendo alguns dos moradores e suas histórias de vida. Edifício Master é sem dúvida alguma, uma das obras primas do diretor.

 

A Cultura: Tablóide (Tabloid)

Esse excelente documentário dirigido por Errol Morris, conta a história de Joyce McKinney, ex Miss Wyoming, acusada pelo sequestro e estupro do missionário mórmon Kirk Anderson em 1977. O caso virou o assunto principal dos tablóides ingleses, e ficou conhecido como “caso sexual do mórmon acorrentado”. Joyce que estava perdidamente apaixonada por Kirk, negou as acusações e alegou que na realidade ela estava salvando o rapaz de sua religião manipuladora. Tablóide é uma reflexão bem divertida sobre a natureza ambígua da verdade.

A Cultura: Nós Roubamos Segredos (We Steal Secrets)

Infelizmente é muito comum quando se trata de documentários não acharmos uma versão do trailer com legenda, e é por isso que mais uma vez não me resta outra opção…vai em inglês mesmo. De qualquer forma não é difícil achar online o filme completo legendado. Nós Roubamos Segredos, documentário dirigido por Alex Gibney conta a história do Wikileaks, e acredito que é um filme que todos deveriam assistir devido ao seu caráter informativo.

A Cultura: Into the Abyss

Uma das coisas que mais gosto nos documentários é que eles nos possibilitam uma mudança de perspectiva. Into The Abyss, dirigido por Werner Herzog, conta a história de Michael Perry e Jason Burkett, que em outubro de 2001 mataram três pessoas para roubar um carro no Texas. Perry foi condenado à pena de morte, enquanto Burkett passará o resto da vida na cadeia. O diretor, que no decorrer do filme deixa bem claro ser contra essas execuções efetuadas pelo Estado, também entrevista alguns parentes das vítimas e outras pessoas que foram afetadas pelo triplo homicídio.

A Cultura: Santiago

Como já deu pra perceber, sou fã do gênero, e por isso indico outro documentário: Santiago (uma reflexão sobre o material bruto) de João Moreira Salles. As imagens foram gravadas em 1992, mas o diretor terminou deixando o projeto de lado e só foi retomar e finalizar o filme 13 anos depois. Santiago, que trabalhou por muitos anos como mordomo para a família Moreira Salles, morreu alguns anos depois das filmagens. No documentário, o ex-mordomo argentino conta das festas e jantares que presenciou na mansão da Gávea com muito entusiasmo. Fascinado por reis, rainhas e pela nobreza em geral, Santiago é sem dúvida alguma um personagem um tanto quanto excêntrico e cativante. João Moreira Salles por sua vez, se mostra bastante corajoso ao desvelar seu jeito de dirigir Santiago. O próprio cineasta admitiu que nunca foi capaz de romper a relação entre patrão e empregado, e isso fica claro ao longo do documentário.

Trailer:

Documentário completo:

A Cultura: Ônibus 174

Hoje indico o documentário Ônibus 174, sobre o sequestro de um ônibus no bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro, em junho de 2000. No documentário de Padilha, ele faz questão de mostrar o lado humano de Sandro (o sequestrador). O lado, que na época ninguém queria conhecer, pois ele não passava de um marginal perigoso que deveria ser eliminado da sociedade. Ao assistir Ônibus 174 percebemos que Sandro na verdade não era um monstro, e sim mais uma vítima do nosso sistema. No link abaixo vocês podem ver o documentário completo (versão original).